sexta-feira, 9 de março de 2012

Assento preferencial para obesos, gestantes, pessoas com bebês ou crianças de colo, idosos e pessoas com deficiência. Área reservada também para pessoas com deficiência visual acompanhadas com cão guia. Ausentes pessoas nessas condições, o uso é livre.

Voltei a estudar, já tinha dito? Pois é, voltei. Ainda estou apanhando um pouco pra administrar o tempo. Um pouco não, estou apanhando feio. O mais puxado na nova rotina é o trajeto de ida e volta até a faculdade. Pego o metrô e ainda o ônibus da integração na superfície. Nem preciso dizer que o trânsito é infernal. O trem no horário de pico também não fica muito atrás não. Os elevadores exclusivos são movimentados. Garotos indo e vindo da escola, senhores mal-humorados, senhoras sem o intestino grosso ("Meu filho, eu sou que nem pato, entendeu?"). Mas a ajuda vem de todo lado; normalmente sem avisar. Sabe aquele vão entre o trem e a plataforma que a voz no alto-falante vive avisando pra evitar? Um doce pra quem adivinhar onde enfiei as rodinhas da frente da bike. Outro dia quaaase virei com a cadeira dentro do vagão lotado. Não sei se eu que dei mole, se a mochila anda pesada demais ou se recebi algum auxílio afobado. Provavelmente, tudo isso junto. O que conforta é que circulando por aí a gente acaba conhecendo todo mundo. Nessa de se oferecer pra ajudar me apareceu certa tarde o Maninho. A roda da cadeira entrou numa de sair do eixo. Parei pra tentar consertar e vem o cara todo solícito. Sacou um martelo gigante de sua bolsa de ferramentas e começou a analisar a situação coçando a cabeça. Consegui me safar da marreta, mas ficou o contato. Desde então encontro com ele todos os dias que vou a rua. Virou amigo. E você, não está precisando de um faz tudo não?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Marcelo Yuka é da facção do Ezequiel

_ Moço, compra um leite aí pra criança que tá com fome...
_ Pô, hoje eu tô sem dinheiro. Fica pra próxima, valeu?
_ Valeu, valeu, tá tranquilo. Melhoras aí pro senhor voltar a andar.
_ Falou, brigado.
_ Ô, Ezequiel, libera a frente aí prosôto passar.
_ Brigado aí, rapaziada.

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_ Você não é o vocalista do Rappa?
_ Oi?
_ O Rappa. Vocalista.
_ Não, não. Sou não.
_ Ah, tá. Pensei que fosse aquele, o Marceloo...
_ Yuka?
_ Isso, Yuka. Marcelo Yuka. Não é você não?
_ Não, não sou não senhora...
_ Mas é igualzinho...

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Já falei que parece que eu conheço mais gente hoje? Saio na rua e falo com todo mundo. Olhou pra mim e eu já vou cumprimentando. Pois é, acontece que às vezes essa popularidade acaba causando uma ou outra confusão. O Ezequiel lá de cima parecia ser o líder de um grupo de mais ou menos umas quinze pessoas. Acho que só tinha ele de homem. Cada uma das mulheres carregava uma criança no colo. Vinham pelos dois lados da rua. Os comerciantes locais, intimidados pela comitiva, acabavam contribuindo financeiramente. Como eu passei direto pelo pedágio, uma senhorinha que buscava abrigo na farmácia acabou confundindo tudo ("E aquele cadeirante ali, também faz parte da quadrilha?"). Na mesma tarde, esperava o sinal abrir pra atravessar a rua quando me vem a outra lá; me confundindo com o artista. O curioso é que eu acho que ela não acreditou em mim não. Mesmo depois que liberou a passagem ela continuou ali, no mesmo lugar, só me filmando de longe. Da próxima vez assumo a semelhança (que só ela viu) e saio dando autógrafo por aí. Vai que cola.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Suruba adaptada

Eu perguntei discretamente. Juro. Queria saber se podia usar o banheiro, mesmo tendo uma placa com símbolo de acessibilidade e tal. Só pra garantir. A resposta veio da tiazinha lá do outro lado do salão:
_ Pooode. Mas é o número um ou o número dois?
Disse isso sorrindo. Sabe aquela vozinha infantilizada que a gente usa pra falar com criança? Meio "o papá tá totozo, neném?". Então. Nem respondi; fui entrando. Todas as trinta pessoas no local voltaram a fazer o que estavam fazendo antes da cena. Mas banheiro pra cadeirante é um lance engraçado mesmo. Começa que nêgo acha que é depósito. A última cabine que usei tinha duas calças jeans (uma pendurada na porta, outra num cabide), um par de tênis, um retroprojetor quebrado, um cinto de couro, material de limpeza e um monte de cacareco jogado dentro de uma caixa térmica azul sem tampa. E o cheiro? Quase sempre é desagradável. Isso porque banheiro adaptado é a preferência nacional pra funcionários-que-estão-a-fim-de-soltar-um-barro-durante-o-expediente-de-trabalho. Já tive problemas com a luz também. Tem lugar onde a lâmpada apaga sozinha (aí é um tal de ficar balançando os braços numa coreografia ridícula pra ver se o sensor de movimentos resolve quebrar o teu galho). Outras vezes é um distraído que ao sair apaga a luz pensando que não tem mais ninguém no recinto. Por isso acabei pegando o hábito de mijar assoviando. As placas indicativas são meio confusas às vezes. Semana passada achei uma curiosa. A porta tinha o desenho de um cara ao lado de uma mulher ao lado de uma cadeira de rodas. Entrei, mesmo correndo o risco de deparar com uma suruba adaptada. Tem uma choperia na Barra onde o toilette feminino é junto com o de cadeirantes (masculinos ou femininos). Quando abri a porta tinha um bando de mulher nervosa querendo comer meu fígado. Já passei muito aperto. Cabine adaptada onde a cadeira não cabe, roda que sismou de quebrar na hora errada, funcionárias conversando à porta aberta do banheiro comigo dentro. Mas com o tempo a gente aprende e vai ficando esperto. Agora, retomando o assunto lá de cima, se é que ficou traço de curiosidade, esclareço: procurei o sanitário pra fazer o número um, ok? O número um.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2012, ano redondo.

_ Psiu! Vem cá.
_ Oi.
_ Eu conheço você, não conheço?
_ É eu... Eu trabalhava aqui no prédio. Costumava usar essa entrada todo dia.
_ Sabia! Falei com as meninas lá dentro quando você passou.
_ Pois é...
_ E o que que aconteceu contigo, hein?
_ Olha, eu... fiquei doente ano passado.
_ Doente como assim?
_ Bom, diagnóstico, diagnóstico ainda não tem; mas é uma inflamação na medula, sabe?
_ Sei... Mas assim, do nada?
_ Pior que foi; um dia eu acordei com uma dormência nos pés e uma semana depois estava assim.
_ Caraca...
_ Pra você ver...
_ Deixa eu ir lá contar pro pessoal, eles não vão acreditar.
_ Vai lá...

Quando encontro um conhecido por aí, as reações são as mais variadas. Mas dá pra dividir em dois grupos básicos: os que querem saber de detalhes, como essa menina da segurança (não sei o nome dela, ela não sabe o meu, mas curiosidade não tem mesmo nome, certo?), e os que fingem que não tem nada de mais acontecendo (o cara fala contigo um tempão e não menciona que você está o tempo todo sentado numa cadeira que tem rodas – não é esquisito isso?). No início eu ficava meio desconcertado nessas situações (sei lá, de repente ainda fico um pouco), mas, na maioria dos casos, dá até pra se divertir. Encontrei com um monte de gente nesse ano que passou. Teve encontro de turma em Angra, amigo que mora fora que apareceu pra tomar um chope no meu aniversário, festa da afilhada, dos filhos do amigo de infância e ainda está pra rolar um encontrão de família. Vi gente que não via há anos, o que foi legal pra caramba. Mas esses são os mega eventos, dentro de uma certa previsibilidade. Os casuais são mais surpreendentes. Outro dia estava passando tranquilo pelo Largo do Machado quando ouço o grito:


_ Caduuu!
_ E aí, Carmem, como é que vai, tudo bem?
_ Eu tô bem, tudo certo. E você?
_ Beleza, beleza.
_ Cara, tava pensando em você ontem.
_ É mesmo, é? Por quê?
_ Ah, tava lembrando do pessoal lá do curso e tal. Fechou, né?
_ É, já tem um tempo.
_ Sabe, eu tô achando que esse ano vai ser legal, entende? Ano redondo: 2012.
_ Ahã, sei...
_ Hoje eu tô trabalhando numa casa aqui perto, aqui o panfleto ó. Aparece lá, vai te fazer bem.
_ Valeu Carmem, pode deixar, vou sim.
_ Falou Cadu, feliz ano novo, tudo de bom pra você, pra sua família.
_ Pra você também, Carmem, tudo de bom.


Quando cheguei em casa fui esvaziar os bolsos e deparei com o tal panfleto. Dizia textualmente:
Rio Therapy - Comfort Center.
A Rio Therapy é um espaço de massagem sofisticado, dedicado a lhe proporcionar conforto e bem estar, localizado em local discreto e agradável, nos bairros nobres do Rio de Janeiro. Nossas funcionárias são experientes, treinadas e capacitadas a lhe proporcionar momentos inesquecíveis de relaxamento e prazer.
Algumas de nossas massagens:
Massagem Tântrica com Lingam - massagem indiana destinada ao público masculino que sensibiliza e energiza todo o corpo, estimulando várias zonas erógenas do corpo, inclusive o lingam (pênis);
Massagem Tailandesa - massagem sensual realizada com o corpo da terapeuta que estimula e desbloqueia o fluxo energético do cliente;
Massagem Mix - técnica que engloba a massagem relaxante, a tailandesa, a tântrica e lingam.

Então tá, né? Feliz Ano Novo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Me pegaram na Lei Seca

_ Parou de fumar, hein?!
_ Pois é... Tá aí só no cafezinho, tia?
_ Café nada, gato; vinho. Deixei a menina na escola e vim aqui tomar um vinhozinho, vai?
_ Vou não, tô ind...
_ Nem pode, tem o pessoal da Lei Seca.
_ Lei Seca?
_ Ééé, se os caras te pegam rodando por aí doidão, apreendem sua cadeira! Rááá Rá Rá Rááá!


Nunca tive tanto amigo em boteco (e olha que eu já frequentei muitos). O bar aqui do lado de casa está sempre aberto. Sempre. E a hora que for vai ter alguém biritando. Conheço todo mundo por lá, só de passar pela frente. Tem a Bruxa do Mar, o Coroa da Bengala, o Botafoguense Maluco, só figura. Pode estar chovendo, ventando, não interessa: os caras metem um gorrinho na cabeça e vão marcar ponto no botequim.  E a piada da vez é o papo da Lei Seca. Não sei quem inventou, mas está fazendo o maior sucesso. Na última semana ouvi um monte de vezes. Todo mundo acha que está sendo original.  Antes de ir pro trabalho, parava lá pra comprar um maço de cigarro. Também ia pra assistir a tudo que é jogo do Mengão tomando uma cerveja. Hoje, circulando por aí, acabo interagindo com a rapaziada do pé sujo várias vezes ao dia. E bêbado é maneiro: solidário, simpático, prestativo, engraçado.


_ Ô da cadeira, vê se não bebe muito hoje não, tá?
_ Já sei, já sei, por causa da Lei Seca.
_ Rááá Rá Rá Rááá...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pelo Olho de Thundera

Domingo a gente tentou ir ao teatro. A Gloria comprou os ingressos com antecedência, eu liguei pra bilheteria explicando que sou cadeirante e tal, me deram uma senha de garantia, chegamos meia hora antes do sinal, mas mesmo assim não deu pra ver a peça. Os lugares reservados (?) eram num fosso sem a menor condição de entrar com a cadeira. A responsável de lá era uma tal de Kátia, que mais parecia o Mun Rá antes da transformação (os mais novos podem procurar no You Tube em Thundercats). Primeiro disseram que eu não informei minha condição de deficiente quando liguei (telefonei pra que então?), depois que chegaria um cadeirante-fantasma pra ocupar um único lugar razoável que havia disponível, aí vieram as famosas frases que pintam quando os despreparados não sabem o que fazer: "Ele não anda nem um pouquinho?", "O senhor pode ficar despreocupado que a gente desce o senhor lá pro buraco", "Vocês esperem o espetáculo começar que aí tá tudo escuro mesmo e não tem essa de lugar marcado...", "Fica tranquila que a gente vai arrumar um cantinho pra colocar ele". Aí Mun Rá deu mole porque foi falar isso logo pra Glorinha. A Chefe até que estava resistindo bem ao festival de constrangimentos a que estávamos sendo submetidos, mas essa de "a gente coloca ele num cantinho" foi demais pra ela. A vilã de desenho animado foi lembrada gentilmente de que eu estava ali na frente dela (chato mesmo esse lance de falarem de mim como se eu não estivesse ali), de que mesinha de centro é que a gente arrasta pro cantinho e de mais um ou outro fato que ilustrava o absurdo da situação. Como não havia mais clima pra assistir a peça nenhuma, pegamos o dinheiro de volta e fomos embora antes que chegasse o Escamoso, o Abutre ou o Simiano pra completar a quadrilha e dar uma força pra Kátia. Engraçado é que antes da lesão eu podia jurar que teatro era um lugar tranquilo pra quem tem dificuldade de locomoção. Afinal é o tipo de evento que, além de caro, recebe bastantes idosos. A gente já conferiu doze salas diferentes até agora e a única que reúne condições próximas do ideal é a do Teatro Fashion Mall. Isso não quer dizer que a gente não vá aos lugares; na maioria tem como dar um jeito. Tudo depende de como as pessoas te tratam: de boa vontade, bom senso e bom humor. Agora, voltar ao Shopping Barra Square (onde fica o citado teatro) só se for de Espada Justiceira em punho. O lugar tem pinta de galeria antiga: elevador que não cabe cadeira de rodas, vagas especiais ocupadas por qualquer um ("Corre lá porque cê sabe como é que é, né? Nego num respeita.") e Praça de Alimentação com restaurantes com degraus na entrada. Talvez por isso estava às moscas no último fim de semana antes do Natal.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ôôôô, ôôôô, ôôô Rock in Rioo

Quase não fui ao Rock in Rio. Devo confessar que bateu preguiça - e você vai entender o porquê. As orientações sobre o acesso (pelo menos pras pessoas com deficiência) não eram lá muito animadoras.
Agora vou descrever as opções de chegada e saída para o evento. Se você, camarada, estiver sem saco de ler tudo, ok, eu vou entender. Faz o seguinte, pula direto pro final que lá eu conto alguma coisa dos shows e tal.


De carro não ia ter como chegar perto da entrada. Se tivesse, seria pra desembarcar um coitado e depois vazar dali atrás de uma vaga. E se o motorista fosse um cadeirante conduzindo seu próprio automóvel até o festival? E se o deficiente em questão não tivesse condições de ficar esperando sozinho seu acompanhante voltar depois de estacionar o carro sabe-se lá onde? Enfim, tinha, sim, como estacionar no Riocentro - que fica em frente - ou ainda em um dos vários estacionamentos que surgiram na Estrada dos Bandeirantes (dez a vinte pratas o período).

Nos ônibus regulares, o perrengue de sempre (não tem santo que ensine os caras a manusear um elevadorzinho de nada), com os agravantes que vêm a reboque em um megaevento: mais engarrafamento, mais calor, mais confusão. O cabra chegava ao terminal Alvorada, pegava uma condução específica e depois trocava por uma van especial (da própria organização, que levaria somente pessoas com mobilidade reduzida) até a entrada. Tinham também as tais Linhas de Primeira Classe, que faziam o trajeto até a Cidade do Rock. Era só desembolsar R$ 35,00 (mais cinco contos se quisesse receber o bilhete em casa) e avisar pelo site o local e horário que pretendia usar a condução - era pra providenciar cadeiras de transbordo (?) pros cadeirantes poderem embarcar. Tinha como dar certo isso? Pois é, não deu. Não rolou esse papo de van, muito menos de marcar horário pela internet.

Teve gente que preferiu tentar os táxis. Primeiro que estava meio difícil encontrar taxista disponível (fosse na ida, fosse na volta). Depois que, talvez devido às dificuldades, o preço das corridas deu uma inflacionada. Só pra ilustrar, vai o exemplo da cooperativa que deveria facilitar a vida do cadeirante, única na cidade com carros adaptados. Eles fizeram uma espécie de tabela por regiões. Ida e volta daqui de casa até o evento saía por TREZENTOS PAUS! Não vou nem comentar.


Aqui acho que já dá pra voltar a ler.

A gente deu sorte; foi de carro, tranquilo. Pelo Recreio não tinha congestionamento. Deu pra parar o carango numa marmoraria que virou garagem ali pertinho de tudo. Dica da sempre sagaz Vanessa. Pra entrar foi molezinha, tinha uma passagem com rampa. Circular lá dentro também era fácil; o espaço era gigantesco, não havia degraus e, como piso, eles usaram parte grama sintética, parte pedra lisa, que formava caminhos facilitando a referência. Era sábado (01/10) e deu pra ouvir um som bacana - Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos, Frejat, Maroon 5, Coldplay. Na hora do Manah, tiramos pra dar um rolé. Estava cheio, mas a equipe balizadora (Glorinha e Mariana) funcionou perfeitamente. Aí, Mari, domingo tem Fla-Flu no Engenhão, beleza? Tinha uma área (muito boa) reservada pra cadeirantes. E não tivemos dificuldades pra comprar comida, não teve tumulto nem nada. O banheiro é que foi o ponto negativo da coisa. O masculino, porque Gloria disse que o das senhoras estava padrão. Não tenho palavras pra descrever o que era aquele (único) banheiro (químico) pra cadeirantes (usado por todo mundo, sem restrição). Aliás, até tenho (palavras), mas vou quebrar o galho de vocês; cada um que use a sua imaginação mais fedida. Resumo do pagode: teve som pra todos os gostos; o ambiente era aquele de festival de música, todo mundo a fim de curtir e não de arrumar confusão (não vi um só bate-boca); o pessoal da produção não sabia informar nada direito, desde a história dos acessos até a área reservada (ninguém conhecia, não fosse uma moça simpática e prestativa, estaríamos procurando até agora); se os caras fizeram banheiro de alvenaria, não tinha como reservar um que coubesse uma cadeira de rodas? Um ÚNICO banheiro químico e liberado pra milhares de pessoas? Não dava pra colocar alguns na área própria pra pessoas com dificuldade de locomoção? Descaso total, não dá pra aliviar. Mas valeu a pena a experiência, ia me arrepender se não tivesse ido. Só da próxima vez vou ver se uso o serviço de helicópteros, que saíam do Galeão, Santos Dumont ou Lagoa e levavam dez minutos pra chegar lá. Custava somente nove mil reais por cabeça. Acho melhor começar logo a juntar dinheiro porque em 2013 tem mais, não é Sr. Roberto?